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Se você é daquele que acredita naquela máxima de que “problemas pessoais, só da porta para fora da empresa”, esse artigo é para você!
Você acha mesmo que é possível separar sua vida pessoal de sua vida profissional? Veja bem, eu sei que você sabe controlar suas emoções e faz de tudo para não demonstrá-las na empresa, mas o que fazer quando o fator de desequilíbrio emocional está envolvido no seu expediente?
Eu sei que você é um bom profissional e não deixa a peteca cair no trabalho mesmo com suas emoções abaladas, mas quando estamos numa situação pessoal complicada é natural que respingue um pouco na sua performance. Ninguém é de ferro.
Ha muito tempo atrás falava-se em equilíbrio entre vida pessoal e profissional. O fato de equilibrar as áreas nos remete a ideia de separação.
Hoje não falamos mais em equilibrar e sim em integrar todas as áreas de sua vida.
Se estamos felizes em casa provavelmente essa boa emoção se refletira no trabalho e quando estamos tristes com o trabalho, sem dúvida que levamos nossas preocupações para nosso lar. Por isso que temos que ter consciência de nossas responsabilidades para não prejudicar mais áreas de nossas vidas, ou seja, para o problema não se tornar maior do que deveria.
O que quero abordar nesse artigo e que tais situações acontecem com quase todo mundo, porem esses problemas pessoais ainda não são aceitos na empresa e nem podemos dizer tais coisas no trabalho pois “não pega bem” compartilha-las, vou citar alguns exemplos reais, que já vivenciei no decorrer da minha trajetória profissional:
Diretor da empresa está vivendo uma crise no casamento. Casado há mais de 15 anos, foi traído por sua esposa e não sabe lidar com isso, afinal não é para todo mundo que se comenta esse tipo de situação delicada. Como fazer neste caso? Você acredita que daria para ele comentar sobre esse seu problema na empresa? Provável que não! Pessoas não entenderiam a gravidade e tamanho de sua dor. Você acha que esse diretor está em condições de tomar decisões acertadas no trabalho? Situação mega complicada.
A secretaria do departamento esta vivenciando problemas de drogas com seu filho. O vicio o deixa agressivo e ela tem que apaziguar os ânimos em casa com toda família quase que diariamente. Você acredita que daria para ela comentar sobre esse seu problema na empresa? Provável que não! Será que as pessoas no trabalho entenderiam sua falta de foco nos detalhes nesse momento? Eu duvido…

O marido da Diretora de compras foi diagnosticado com câncer, teve que ser internado às pressas e está iniciando tratamento intensivo que durara alguns meses. Ela está abalada e assustada com a situação. Você acredita que esta diretora está 100% focada no trabalho? Até que ponto sua equipe entenderia quando a ver com olhos inchados de chorar saindo “escondida” da sala de reunião?
O cachorro do supervisor de vendas morreu. Era como um filho para ele. Está no final do mês, metas precisam ser batidas e ele simplesmente não pode faltar no trabalho por esse motivo de compromisso com sua equipe! Como fazer? Você já se deu conta se seu animal de estimação morrer você tem que trabalhar?
Está na hora de sermos mais humanos no trabalho. E aí? Como fazer para manter bom desempenho nesses momentos que está com coração partido? Nossa atrasada CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) não prevê licença para este tipo de dor. E confie em mim, penso que deveria!
Quando estamos passando por um grande problema, acredito que o mais difícil é de aceitar que o mundo não para que você se conserte. O dia seguinte amanhece, a rotina das pessoas não muda, tudo segue seu curso.
E infelizmente não podemos apertar botão de pause para nos ajustarmos.
O objetivo deste artigo é torná-lo ciente que tem a força e a resiliência para superar essa dor com o tempo. Que você reconheça sua fragilidade humana e utilize tudo o que acontece contigo para aprender, crescer e avançar na vida.
Para poder manter as emoções em ordem e administra-las dos colegas do trabalho é preciso ter consciência sobre si mesmo, ou seja, e necessário que você saiba o que coloca e tira você dos trilhos do equilíbrio emocional.
Após descobrir os limites do seu temperamento emocional, tenha sempre um plano de emergência em caso de situações extremas. Exemplo: Se por acaso uma conversa qualquer no trabalho for para um rumo no qual é capaz de te tirar do sério, que toca numa área sensível da dor de sua emoção, crie uma estratégia para refrescar a cabeça, como por exemplo, pedir licença e sair da sala para tomar agua.
Se o problema pessoal for sério, notifique seu chefe imediato ou o departamento de recursos humanos, mas não é necessário entrar em detalhes. Se conseguir e puder, tire alguns dias de folga (aproximadamente uns 3 dias) te dará um folego para poder continuar com suas responsabilidades no trabalho.

Se precisar chorar, não reprima o choro, mas também não exagere. Infelizmente o choro ainda e visto como fragilidade (como se isso fosse ruim), mas cuidado com quem te vê chorando na empresa, dependendo do seu cargo esse fato tão humano será usado contra você. Infelizmente ainda temos dissimulados e sacanas transitando livremente por todos os níveis das empresas.
Se você é líder ou colega de alguém que esteja com coração partido no trabalho, busque ter empatia e pare de julgar, o próximo poderá ser você e só entende as dificuldades de dores emocionais quem já passou por situação semelhante.
Tropeços na vida são inevitáveis, mas a infelicidade é escolha sua. Muitas vezes não podemos mudar o que fato que aconteceu, mas sempre podemos escolher como reagir a isso. Então se soubermos as ações que cada área de nossa vida requer de nós, ficaremos mais satisfeitos e mais preparados para enfrentar de maneira positiva os problemas do dia a dia.
Que você tenha uma rápida recuperação e cura para sua dor emocional. Que sejamos mais humanos no trabalho!

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