A vida é muito curta para sermos infelizes no trabalho. Mesmo assim, inúmeros profissionais com liberdade para definir a própria carreira estão desmotivados e insatisfeitos.

A Associação Americana de Psicologia descobriu, no inicio de 2017, que, mais do que nunca, os americanos reclamam de estresse devido a política, a velocidade das mudanças e as incertezas no mundo. Mas nem sempre as pressões externas que nos jogam nos braços da infelicidade: as vezes nós mesmos fazemos isso!

Existem 3 armadilhas comuns que levam a autossabotagem:
1 – armadilha da ambição;
2 – armadilha do “dever” – fazer o que é esperado
3 – armadilha de trabalhar em excesso.

Armadilha da ambição:
O esforço para alcançar metas e promover a carreira nos motiva a dar o melhor de nós. Mas, quando a ambição é combinada com hipercompetitividade e com foco exclusivo na vitória, enfrentamos problemas. Tornamo-nos cegos ao impacto de nossas ações sobre nós mesmos e sobre os outros; os relacionamentos e a colaboração são prejudicados, começamos a buscar objetivos só para atingir metas e o trabalho perde o significado.

Armadilha do “dever”:
Fazer o que pensamos que devemos fazer em vez do que queremos de fato fazer pode nos prejudicar em algum momento da vida profissional. É verdade que algumas das regras não escritas são positivas e acabam moldando nossa carreira, como por exemplo terminar estudo para ajudar família, ser pontual e educado no trabalho. Mas muitas das normas no trabalho que chamamos de “deveres” forçam-nos a fazer escolhas que minam nosso potencial e sufocam nossos sonhos.

Para serem bem sucedidas na maioria das empresas, as pessoas obedecem a determinadas regras, como a forma de se vestir, de conversar, as pessoas com quem se relacionar e, às vezes, o estilo de vida fora do trabalho.
É um tal de nunca revelar a vida pessoal no trabalho porque era evidente que, na empresa as pessoas não aceitariam seu estilo de vida.
Se enxergarmos a carreira como um jogo então teremos um problemão. O fato de ter desconexão entre sua vida e a missão da empresa é a causa da infelicidade.

Viver escondido torna qualquer um infeliz e, conforme o comprometimento diminui e o desagrado com o trabalho e com colega acaba prejudicando desempenho profissional.

Armadilha da hora extra:
Diante da pressao do trabalho “sempre conectado” do seculo 21, algumas pessoas reagem passando cada momento de vigília trabalhando ou pensando em trabalho.

Não temos tempo para amigos, exercícios, alimentos saudáveis ou sono. Não brincamos com os filhos, nem mesmo os escutamos. Não ficamos em casa quando estamos doentes. Não reservamos tempo para conhecer as pessoas no trabalho ou nos colocar no lugar delas antes de tirar as conclusões.

O trabalho excessivo nos suga para uma espiral de negatividade: mais trabalho causa mais estresse, o aumento do estresse faz com que diminua a velocidade do cérebro, comprometendo nossa inteligencia emocional; e menos criatividade e habilidades para lidar com pessoas prejudica nossa capacidade de realização.

O trabalho excessivo seduz porque ainda é enaltecido em muitas empresas. Muitos funcionários sobrecarregados acham que trabalhar mais alivia o estresse, se terminarem o projeto ou relatório, a sensação de descontrole diminuirá. Mas evidentemente o trabalho nunca termina!

O que podemos fazer a respeito dessas armadilhas?
O primeiro passo é libertar-se e aceitar que você merece ser feliz no trabalho. Isso implica desistir da crença equivocada de que ele não pode ser uma fonte fundamental de satisfação.

O trabalho pode ser uma fonte real de felicidade desde que seja alimentado por um propósito significativo, uma visão esperançosa do futuro e amizades que te estimulem a crescer.

É de sua responsabilidade encontrar esse propósito, afinal ele é diferente para cada um de nós! E ai? Está esperando o que?

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